A conspiração de Inácio de Antioquia

A conspiração de Inácio de Antioquia

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Muitas pessoas foram induzidas a acreditar que Constantino foi único responsável pela corrupção e paganização do cristianismo. Constantino certamente colaborou com à apostasia do cristianismo primitivo, mas ele não foi o primeiro. Na verdade, antes dele foi Inácio de Antioquia, que se rebelou contra o Conselho de Jerusalém, usurpou sua autoridade, separou-se do judaísmo, declarou que a Torá foi abolida, substituiu o sábado do Sétimo Dia pelo culto dominical e fundou uma nova religião não-judaica que ele chamou “Cristianismo”.Acredita-se que Inácio tenha sido discípulo do apóstolo João. De acordo com Eusébio de Cesaréia, Inácio foi o segundo bispo de Antioquia, sucedendo Evódio (“História Eclesiástica”, livro 3, capítulo 22). Por motivos desconhecidos, Inácio foi preso em 107 dC, e enviado para Roma para o martírio. Defendendo a autoridade da igreja, ele foi o primeiro a escrever a frase “igreja católica”, em uso até o presente.  


AVISO DE PAULO SOBRE OS BISPOS

Paulo disse aos Efésios em sua última visita a eles:

Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Atos 20:28-30

Paulo parece indicar que, após a sua morte, os líderes começariam a se levantar em seu lugar e fariam as pessoas se  afastarem da Torá.

De fato, foi o que aconteceu. Paulo morreu em 66 dC e o primeiro superintendente de Antioquia a assumir o cargo (32 anos após sua morte) foi Inácio em 98 dC. Inácio fez exatamente o que Paulo previu, deturpou os ensinamentos em benefício próprio. Depois de tomar o cargo de Bispo sobre Antioquia, Ignácio enviou uma série de epístolas a outras assembleias. Suas cartas aos Efésios, Magnésios, Trálios, Romanos, Filadelfenos, e Esmirneus, bem como uma carta pessoal ao Supervisor de Policarpo de Smyrna, nos sobreviveram até hoje.

HEGESIPPUS RECONHECE A APOSTASIA
O antigo historiador nazareno e comentarista Hegesipo (C. 180 dC) escreve sobre o tempo imediatamente após a morte de Shimon, que sucedeu Ya’akov HaTzadik (Tiago, o Justo) como Nassi (“Presidente”) do Sanhedrin Nazareno, e que morreu em 98 dC:

“Até esse período (98 dC), a Assembleia permaneceu como uma virgem pura e não corrompida; pois, se haviam pessoas dispostas a adulterar a  proclamação da salvação, eles ainda espreitavam em lugares obscuros. Mas, quando os Emissários sagrados morreram, e também morreram aquela geração de homens que diretamente ouviram a Sabedoria inspirada com seus próprios ouvidos, então a confederação do mal se  levantou, através da traição de falsos professores, que, vendo que nenhum dos emissários estavam vivos, finalmente tentaram descaradamente deturpar e se opor à proclamação da verdade proclamada.
(Hegesipo, o Nazareno, c. 185 dC), citado por Eusébio em Eccl. Hist. 3:32) 

Hegisippus indica que a apostasia começou no mesmo ano em que Inácio tornou-se bispo de Antioquia !

INÁCIO ABANDONA O CONSELHO DE JERUSALEM
Até o tempo de Inácio, assuntos de disputa que surgiram em Antioquia foram, em última análise, encaminhados para o Concílio de Jerusalém (como em Atos 14: 26-15: 2). Inácio usurpou a autoridade do
conselho de Jerusalém , declarando-se como o bispo local como a autoridade final sobre a assembléia de que ele era bispo, e declarando o mesmo sobre  todos os outros bispos e suas assembleias locais. Ignácio escreve:

Ao exaltar o poder do cargo de bispo (supervisor) e exigir a autoridade absoluta do bispo sobre a assembléia, Inácio estava realmente conquistando o poder, tomando assim autoridade absoluta sobre a assembléia em Antioquia e encorajando outros bispos (supervisores) pagãos a fazer o mesmo.

INÁCIO DECLARA O TORAH ABOLIDO
Além disso, Inácio afastou os homens da Torá e declarou que a Torá foi abolida, não apenas em Antioquia, mas em outras assembléias dos gentios, aos quais escreveu:

“Não se engane com doutrinas estranhas; nem com velhas fábulas que não são lucrativas. 
Pois, se ainda continuamos a viver de acordo com a Lei judaica, confessamos não ter recebido graça” (Carta de Inácio aos Mag. 3:1).
 
“Mas, se alguém pregar a lei judaica para você, não o escute.”
(Fil. 2: 6) 


INÁCIO SUBSTITUI O SÁBADO PELA ADORAÇÃO DE DOMINGO
É também Inácio que primeiro substitui o sábado do sétimo dia pela adoração dominical, escrevendo:

“… não mais observando sábados, mas mantendo o dia do Senhor em que também nossa vida é criada por ele, e através de sua morte … ” (Magnesenses 3: 3)

INÁCIO NOMEIA SUA NOVA RELIGIÃO
Tendo separado da autoridade de Jerusalém, declarou a Torah abolida e substituindo o sábado pelo domingo, Inácio criou uma nova religião. Inácio importa um novo termo, nunca antes usado, para esta nova religião que ele chama de “cristianismo” e que ele deixa claro é a religião nova e distinta do judaísmo. Ele escreve: “aprendamos a viver de acordo com as regras do cristianismo, para quem é chamado por qualquer outro nome, além disso, o judaísmo não é de Deus … ”
É absurdo citar Jesus Cristo e judaizar. Pois a religião cristã não abraçou os judeus.
Mas o judeu abraçou o cristão … (Mag. 3: 8, 11)

CONCLUSÃO